Mudar de carreira pode ser uma porta para ultrapassar a crise

 Há inúmeras situações que podem causar mudanças profissionais e, no último ano, muitas pessoas sentiram que a pandemia da Covid-19 “virou de pernas para o ar” as suas vidas profissionais e até pessoais.

Ainda há quem esteja apenas focado em entregar resultados às empresas, podendo nunca evoluir na carreira e, ao fim de algum tempo, ficar frustrado pelo seu trabalho não ter sido reconhecido. Outros fizeram tudo o que lhes foi pedido, mas, mesmo assim e de forma inesperada, ficaram sem trabalho e sem perspetivas. Para além destas situações, os nossos próprios objetivos e motivações podem mudar ao longo do tempo, levando a uma sensação de vazio profissional.

O que falta?

Trabalhar a carreira e a performance no trabalho são temas diferentes e nem sempre estão interligados. Trabalhar a carreira implica cuidar da sua imagem profissional e estar exposto às oportunidades, conforme Harvey Coleman explicou no seu modelo P.I.E em 1996.

Para além destas duas variáveis, outras competências deverão ser trabalhadas, tais como as denominadas de Soft-Skills. Estas competências são mais árduas de se trabalhar sozinho e uma ajuda profissional é muitas vezes necessária.

Em vez de resistir, procurar ajuda numa situação mais difícil não é sinal de fraqueza, mas sim de inteligência, pois quem se adapta ou muda mais facilmente, também mais rapidamente estará posicionado para aproveitar novas oportunidades.

São cada vez mais as empresas que oferecem aos seus quadros superiores um programa de coaching. Garantem desta forma, que estas pessoas desenvolvem continuamente os vários domínios e competências da inteligência emocional. Os temas usualmente trabalhados são o auto-conhecimento e as relações interpessoais, com especial enfoque na liderança, trabalho de equipa e na gestão de conflitos. No entanto, os quadros superiores são uma pequena percentagem dos profissionais que aspiram a ter uma carreira de sucesso.

Qualquer pessoa que ambiciona uma mudança ou um crescimento profissional, deveria poder aceder a esta preciosa ajuda. Investir no seu sucesso profissional é o primeiro passo. Se se investe em áreas tão diversas como a estética, a preparação física ou mesmo em estudos, porque não investir num Coach e ter o seu “Personal Trainer” de carreira?

Na minha experiência profissional, de mais de 20 anos em diversos cargos de empresas nacionais e internacionais, ao sentir uma tendência para a estagnação, procurei soluções pois tinha a clara noção que poderia fazer mais e melhor. Passei por empresas que não tinham como estratégia desenvolver os quadros intermédios, como tal, os meus objetivos de carreira não estavam em linha com os objetivos que as empresas tinham traçado

para mim. Em vez de aguardar e perder tempo desnecessário, optei por duas estratégias, ou me apresentava como disponível no mercado para outro desafio ou investia na minha formação e no meu desenvolvimento pessoal enquanto me posicionava internamente para outros cargos. Este investimento teve um enorme retorno, quer a nível profissional e financeiro, quer mesmo e de forma muito marcante a nível pessoal. Quebrei crenças limitadoras sobre o equilíbrio da vida pessoal e profissional, geri melhor o tempo, defini melhor as prioridades e consegui atingir a liderança de empresas multinacionais sem abdicar da educação dos meus filhos e da vida familiar.

O que é o Coaching de carreira?

O coaching, pela definição da Federação Internacional de Coaching (ICF*) é:

Constituir uma parceria com clientes num processo estimulante e criativo que os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional.

Tal como em todas as profissões, o ideal será trabalhar com profissionais credenciados e com quem haja empatia. Um bom coach irá trabalhar o futuro do cliente, esclarecer o “Para quê” das suas decisões e incentivar a chegar onde pretende.  O sucesso do cliente é o maior sucesso do coach.

Na prática, um programa de coaching de carreira é um conjunto de sessões, um para um, que podem durar entre 30 minutos e uma hora e meia, dependendo do cliente e do acordado. A conversa baseia-se na confiança e na confidencialidade, o que permite ao cliente sondar os seus desafios profissionais sendo, simultaneamente, apoiado na conquista dos seus objetivos. Para tal, a responsabilidade do Coach será de facilitar reflexões através de perguntas, promover o pensamento criativo, ajudar na tomada de decisão assim como na definição de planos de ação e de rever a actuação do cliente. No entanto, o Coach não se apresenta para oferecer soluções concretas ou dar sugestões, pois a responsabilidade do processo e o querer efectivamente ultrapassar as dificuldades, é inteiramente do cliente.

Para finalizar, gostava de referir que a carreira é da responsabilidade do próprio e cada decisão que se tome, ou não se tome, será refletida no caminho profissional.

Responsabilizar os outros, ou situações externas, só adia o momento em que se toma as “rédeas” da própria vida.

A capacidade de nos adaptar, a nossa rede de contatos, as competências desenvolvidas e a forma como lidamos com as adversidades são da nossa responsabilidade. Há momentos em que a nossa primeira obrigação deverá ser tomar a decisão de procurar ajuda e investir em nós.

Estará num desses momentos?

Teresa Pessanha

Coach de carreira certificada como ACC pelo ICF

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